Internacional 0 x 1 Palmeiras (15 ª Rodada do Brasileirão 2016)

1) O Palmeiras fez valer o estilo ofensivo da equipe paulista para se sair melhor na primeira parte da partida no Beira-Rio. Estilo favorecido pelas presenças (e voltas) de Róger Guedes e Gabriel Jesus, com a colaboração de um eficiente Erik. Tão eficiente quanto a conclusão (gol) que o próprio Erik acertou no canto de Marcelo Lomba, aos 10 minutos. Chute entre as boas finalizações contidas nos melhores momentos alviverdes na primeira etapa. Principalmente quando as finalizações contavam com a participação da dupla Jesus & Guedes, com as aparições especiais dos integrantes do meio-campo palestrino.

2) Melhores momentos alviverdes que ofuscaram as boas intenções ofensivas do Internacional, baseadas nas habituais jogadas laterais da versão 2016 do colorado. Jogadas laterais de muita velocidade, mas que não conseguiam demonstrar criatividade, só em momentos esporádicos de habilidade do jovem atacante Vitinho. Habilidade criativa também vista do lado palmeirense nos ataques com o envolvimento de um promissor Gabriel Jesus.

3) No segundo tempo, a ofensividade presente do lado palestrino apareceu de maneira mais constante no campo de ataque colorado, em especial quando o Internacional recorreu a um jovem de nome Valdívia. Nome tão conhecido pelos lados palmeirenses (nomes conhecidos, jogadores diferentes). O lado ofensivo colorado cresceu, o lado defensivo do Palmeiras apareceu. Lado defensivo que contou com sorte, competência e organização. Além de uma (possível) indisposição da arbitragem num (possível) pênalti não marcado do jovem veterano Zé Roberto em cima do atacante argentino Ariel. Motivo de reclamação do colorado valente e inconstante. Inconstância que valeu uma sequência de sete jogos sem vitória, possível de ser revetida pela qualidade de alguns dos jogadores da equipe gaúcha.

4) Apesar do momento desfavorável do adversário, o Palmeiras sai de Porto Alegre com um resultado vitorioso que não conseguia desde 1997. Vitória que o credencia a continuar na liderança desta edição do Brasileirão, ajudado por combinação de resultados entre empate (Corinthians) e derrota (Grêmio).

5) Ao Internacional, resta o consolo do melhor segundo tempo, e da volta de um Valdívia que pode ser a pitada de criatividade para um meio-ataque que poderia trabalhar melhor a posse de bola para poder criar mais espaços na defesa dos adversários do colorado gaúcho. Tarefa para o tempo de trabalho a ser permitido para um visionário técnico como Paulo Roberto Falcão.

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